sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

E se um dia, uma lágrima se transforma-se numa cascata


Tinta transparente do nosso coração…
Com poucos segundos de existência, já com uma longa história para contar…
Exposta pelos olhos de uma forma completamente descontrolada, perfurando a barreira do nosso controlo emocional…
Despindo-nos de todas as roupas que possuímos fazendo-nos chegar ao verdadeiro nu, nu este que permite-nos ficar tão visíveis como um livro completamente aberto…
Precipita-se no abismo de um mundo controverso sem retorno possível, percorrendo a nossa face, descrevendo uma trajectória indefinida da sua essência, prendendo-se nos nossos lábios pra sempre como se fala-se por si própria, mantendo-nos calados …
Lágrima é o seu nome, com ela aprendemos o que escondemos com um sorriso…

“ A lágrima mais dolorosa não é a que sai para o exterior mas a que é invertida e se aloja no nosso interior para que nos lembremos para sempre”

3 comentários:

  1. Olá Andrézinho...
    Bem sobre este texto, identifico-o em parte, porque parece que tas a falar de mim é ilariante ler isto... Entras numa parte em que dizes que a pessoa quando verte uma lágrima mostra o que realmente é... E foi isso que aconteceu quando chorei e tu viste minhas lágrimas cairem, mostrei-te que a pessoa que sou por vezes também se descai e torna-se carente e solitária...
    Concordo com a última frase, essa lágrima que invertida não nos vem visitar no exterior, mata-nos, sufocando-nos por dentro corroendo nossos pensamentos e nos deixa atroz de tudo o que achavamos ser positivo!!!!

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