sábado, 26 de janeiro de 2013

(s2)

Virar Da Pagina



Já não sabia o que era sorrir, limitava-me a imitar expressões faciais dos rostos que me rodeavam…
Dei tudo de mim para algo que nunca coexistiu com a minha essência…
Deixei anular-me abdicando de mim por vezes sem me aperceber que aos poucos e poucos tornava-me desconhecida num mundo que sempre me sorriu…
O toque que um dia, me fez levitar, levando-me aos confins do mundo sem sair do lugar, desapareceu…
Como se fosse uma partida da minha mente submissa aos meus desejos…
Sentia apenas algo que o meu corpo rejeitava…
Sentia dor por não sentir mais nada…
Fui envolvida por uma vontade enorme de recuperar tudo o que inadvertidamente coloquei num baú…
O mundo que esteve um dia ao alcance das minhas mãos voltará a posicionar-se…
Voltei a sentir-me mulher…
Hoje acordo com um sorriso nos lábios, escutando o meu coração bater…






“Grande ou pequena só quero ser eu!

Só quero ser digna de mim mesma!...”

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Overdose

Vivo com um desconhecido, teimando em perseguir-me...
Todos os lados focados pelos meus olhos, ele está lá...
Parece tão real...
Sinto o calor da sua respiração ressoado na minha garganta...
Adormece e acorda nos meus dias, interage nos meus passos....
Soletra palavras no meu pensamento, ganhando vida nos meus lábios...
Fiquei preso na sua sombra, restringido a pequenos períodos de liberdade...
Vivo numa camera de razões em que o mundo parou!
Quem sou eu!

 


"Não se vive duas vezes"

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Reflexo

Nos sopé da vida, levitas no vago...
Na improbabilidade, sustentado por maos desconhecidas...
Deambulando de olhar cerrado ao sabor dos sentidos...
Feres a cegueira das palpebras inertes ao seu movimento natural, tremores dos primeiros raios de claridade...
Nada mudou!
O sol continua a iluminar os dias a noite por sua vez, guarda os sonhos e loucuras da noite...
Na sombra do espelho vês um vulto percebendo que aquela imagem é tua, viva, quando te afastas ela continua lá, lacrada no seu interior...
Parte de ti perdeu-se para sempre...
Presa no tempo ...

domingo, 29 de janeiro de 2012

The moonlight


Fiquei a ver o sol-pôr-se num fascínio pela mais bela simplicidade que o mundo nos oferece.
Debaixo do céu que nos viu nascer e crescer há velocidade do vento.
Enraizado de olhar opaco na direcção do nada, começando a contar as estrelas pela força do seu brilho, tropeçando na lua, preso no seu encanto.
Vi nela todos os momentos da minha vida acabando por ficar traços, pormenores de linhas suave.
Um rosto sobressaiu e lá permaneceu na mesma lua que levou e desenhou sonhos de um mundo.
Naquele momento a lua parecia maior, preenchida apenas por ti.
Amanha, olharei para a Lua e lá permanecerás…

“Foste um sonho tornado realidade,
Se acreditares em ti,
As palavras que escrevi
Realizar-se-ao de verdade…”

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

underworld


Desci para as profundezas da terra numa gruta, comecei a minha caminhada para o exílio no abrigo mais profundo do mundo.
Nas  paredes húmidas deparei-me com rasgos cravados nas suas entranhas por alguém que ali passou… Continuei a minha caminhada para o silencio…
No meu pensamento ao contrário do pretendido não seguia no contexto que fora procurar, apenas imagina o que decorreria lá fora…
Sentia o meu corpo a desprender-se do pensamento como se tivesse vida própria, fruto da minha imaginação oiço um canto do passarinho verde.
Começo desesperadamente a minha perseguição ao som da doce melodia…
Quanto mais o persigo mais o sinto afastar-se de mim como se os meus passos o repelissem num acto incontrolável acordo no meu próprio quarto perdido na cama que conheço de cor, todo o meu corpo sua expelindo partes de mim, tentando libertar-se.
Olho por entre os raios de sol que atravessam as cortinas e lá está o passarinho verde…
Tudo não passou de um sonho bem real em que eu fui o pesadelo, desta vez estou há entrada da gruta da qual nunca passei com a certeza que quero viver….

“Se um dia voaste foi porque te dei asas, o limite é o que desejares”

quinta-feira, 30 de junho de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Window



Esta noite levantei-me e sentei-me na janela.
Sei que já não tens motivos para confiares em mim mas dá-me uma chance de me explicar…
Nada é imortal pensava eu tentando provar no abismo do meu ser..
Sinto-me observado pelas sombras em ruínas do meu passado, contemplando-te vezes sem fim no horizonte, quebrando barreiras que eu próprio construí…
Despedacei a tua imagem inúmeras vezes, consertando-a ás cegas, juntando cada pedacinho teu como meu se trata-se, inexplicavelmente senti uma dor física no peito!..
Repentinamente mudo de expressão, encantado, perplexo…
Preso ao chão pela minha própria sombra...
Que enigma magnifico que és…Uma panóplia de emoções e sentimentos…
Questiono-me…!?
Por onde andas-te até agora?
Pensei que nunca mais chegarias…
Como tinha a certeza que virias!
Simplesmente sabia, o destino não nos aproximava sem um motivo…
Assim que te encontrei soube que havia um…