segunda-feira, 10 de maio de 2010

Aprisionado
Atraído pelo brilho, caís naquele olhar penetrante e profundo…
Único, tratar-se-ia somente da beleza inquestionável dos seus traços!
Da magia do seu sorriso que atrai tanta gente como uma espécie de íman…
Um olhar cuja, a transparência nada perturba, olhar brilhante, límpido, isento de obscuridade…
Nele, consegues ver a pureza de um coração, uma espécie de lago banhado com água cristalina, deslumbrando-te com as cores de cada peixe reflectida por cada raio de sol que penetra naquelas aguas…
Sentes!?
Paz, tranquilidade, sentes o que nunca sentis-te mesmo não sabendo o que sentes…
Deparas-te contigo ali,
Parado, parando o próprio tempo, tudo fica estático, tudo desaparece em teu redor e aquele olhar continua lá, hipnotizando-te …
Num acto de desespero abdicas da própria respiração, só para não estragares aquele momento, todos os poros do teu corpo transpiram ao mesmo tempo numa reacção única.
Fechas os olhos naquele instante não para o perder, mas para o guardar para sempre…
“Aprisionado no tempo e no espaço onde reina o teu olhar”

1 comentário:

  1. quantas vezes guardamos um olhar dentro de nós mesmos? um olhar que nos faça suspirar vezes e vezes só pela calma que nos transmite? quantas? tantas que acabamos perdemos a conta, por vezes temos aquela pessoa pela qual sentimos um sentimento tão grande que um simples olhar nos faz perder a respiração, em que ficamos tão colados nele que nada mais do que se passa importa, os olhares valem mais do que as palavras por vezes, conseguem-nos dizer tudo o que a pessoa está a pensar mesmo sem ela falar, ou ás vezes nem queremos saber o que o olhar está a dizer, pois a boca de alguém diz o contrário, e nós tendemos a querer acreditar no que é melhor para nós, mesmo que seja mentira, somos humanos, todos nós temos essa tendencia, por muito que digamos que nao (...) um sorriso, um olhar, um gesto, conseguem valer mais do que 1000 palavras, e nem sempre isso é bom, pois podemos tirar interpretações erradas do que vemos e nao do que ouvimos . mas quem somos nos? somos uns aprisionados (...) *

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